Management 3.0 está redefinindo a liderança e a gestão como uma responsabilidade de todos, o que impacta significativamente nos resultados de um negócio. Saiba o que é a Gestão 3.0 e as suas práticas.

Por mais contraditório que seja, ainda prevalecem valores ultrapassados de liderança em ambientes inovadores. Isso se torna uma grande barreira, que deve ser enfrentada inovando também. Junto com a transformação digital, também surgem novas formas de se repensar a cultura interna de uma empresa, seja ela de pequeno, médio ou grande porte.

Embora esse mindset deva estar presente em todos da equipe, é o gestor quem deve se apoderar desses novos valores para transmitir aos demais, na visão colaborativa e criativa proposta pelas metodologias do Management 3.0.

Em negócios inovadores, o líder é responsável por motivar e unir a equipe a fim de encontrar as maneiras mais eficientes para um negócio alcançar seus objetivos. Nela, todos têm autonomia para desenvolver soluções e práticas, com o auxílio de ferramentas, e em um ambiente em que a colaboração e os feedbacks são encorajados. Mas, para além de alcançar objetivos, o Management 3.0 (também chamado de Gestão 3.0 ou Gestão Ágil) também busca o engajamento de todos para melhoria contínua de processos.

A Gestão 3.0

 

Até pouco tempo, a gestão de equipes era papel somente do líder. Era o que acontecia durante o Management 2.0. Existiam práticas para aprimorar a gestão de projetos, mas que ainda tinham o foco somente no gestor como ator dessas práticas.

Antes da Gestão 2.0, o cenário era mais inconsistente. Porque os funcionários eram vistos como parte do sistema, e não como atores de um ecossistema. O Management 1.0 era um sistema de hierarquias, de comando e controle.

Atualmente, essas duas visões já não fazem nenhum sentido para os ambientes de trabalho e para os resultados de um negócio – tanto para aqueles focados em processos inovadores quanto para qualquer outro, já que vivemos em uma época de mudança de comportamento e disrupção digital. Agora, é sobre enxergar e incentivar o potencial de cada um, aliado a práticas ágeis para a solução de problemas ou desenvolvimento de projetos.

Nesse cenário, líderes e equipes se unem para desmembrarem ideias e se aprofundarem sobre os processos, os objetivos e os pontos de contato – é o que se chama de pensamento complexo.

Essas equipes também desenvolvem a auto-organização, outra característica do Management 3.0, que é sobre descentralizar o poder, embora o líder faça as delegações, e também sobre confiança. Times alinhados têm mais facilidade nesse quesito.

Para isso, é preciso desenvolver competências. Se cada membro da equipe é visto como uma pessoa autônoma e proativa, é preciso que suas habilidades sejam consideradas e as suas competências desenvolvidas. Mas, para que tudo isso aconteça, é preciso que exista a motivação de cada um, para alcançar os objetivos e resultados.

Gestão ágil

A gestão de equipes é um grande obstáculo para quem está no processo de adoção de metodologias ágeis para desenvolvimento de projetos. As metodologias ágeis, que se encaixam no Management 3.0, contrariam os modelos clássicos de gestão linear de projetos, propondo a divisão em etapas ou ciclos que podem ser desenvolvidos ao mesmo tempo, por equipes multidisciplinares. Elas geralmente são usadas na área da tecnologia, que tem esse fluxo de processos simultâneos acontecendo.

O papel de um gestor tem mudado nas últimas décadas e isso está ligado a essa nova evolução da gestão, para sua fase 3.0. Como falamos no início dessa publicação, a Gestão 3.0 compreende a formas mais colaborativas e criativas, centradas nas pessoas da equipe. Para isso, também se deve buscar aprimorar e agilizar processos.

Assim a necessidade de falar sobre gestão ágil e as metodologias que envolvem ela. As metodologias ágeis têm o objetivo de “desenrolar” processos e centrar o potencial de resolução nas pessoas, usando técnicas mais conhecidas como o brainstorming, kanban, o canvas e o service blueprint; e também as mais complexas, voltadas para a área da TI, como o sprint e o scrum.

Brainstorming

Nada mais é do que uma dinâmica em grupo em que todos usam o potencial imaginativo para criar soluções ou resoluções de objetivos. É a hora de se livrar de julgamentos, ideias preconcebidas, e seguir mais os instintos e a criatividade para ressignificar o que está em jogo. Significa mesmo uma tempestade de ideias, como o nome indica, antes de ser aplicado qualquer filtro para as próximas etapas.

Exemplo de kanban. Fonte: Blog Kurisquare.

Kanban

Totalmente visual, o kanban é um quadro que organiza as tarefas da equipe ou de um processo por status da atividade em post-its nas colunas: Fazer (To Do), Fazendo (Doing), Feito (Done) e Em Pausa (Block). Na Telos, além dessa organização, separamos as atividades de cada membro da equipe por uma cor de post-it diferente, o que facilita a identificação do responsável principal pela tarefa. O kanban também pode ser feito online, em ferramentas como o Trello.

Business Model Canvas

Esquema visual que permite esboçar e desenvolver modelos de negócios, a partir de uma ideia. Ele ajuda a compreender a viabilidade de um negócio, do ponto de vista do planejamento estratégico. Ele é geralmente separado em nove blocos. Saiba mais no site do Sebrae.

Service Blueprint

Técnica que se adequa muito na hora de pensar a eficiência do negócio. Ele faz parte da abordagem do Design de Serviços, e é responsável por alinhar as perspectivas de cada membro da equipe a respeito do negócio. Já dedicamos um post completo sobre essa técnica 🙂

Scrum

Ela precede a implementação das metodologias ágeis, servindo justo como uma estrutura para implementá-las, resultando em um alto desempenho para os processos. Ajuda a lidar com problemas complexos, normalmente próprios de desenvolvimento de softwares. Uma das bases do Scrum é o Sprint, ou os sprints que compõem o scrum.

Sprint

Ele é o ponto-chave do scrum, porque corresponde a cada fase dele. O sprint é um período em que a equipe completa conjuntos de tarefas.

O Scrum e o Sprint são metodologias mais complexas, que descrevemos superficialmente para que você saiba que existem metodologias mais simples como as anteriores, mas também mais complexas para a gestão de equipes e processos com a Gestão 3.0. Se quiser saber mais sobre elas, recomendamos essa publicação feita para iniciantes, do Trello.

Gestão da mudança

Esse cenário pode parecer difícil concretizar, mas é possível. A implementação das visões e das metodologias do Management 3.0 tem tudo para alavancar a produtividade, motivação e resultados das equipes. A Gestão 3.0 também aprimora e agiliza processos, trazendo grandes resultados para os negócios. Mas, para chegar até lá, os líderes precisam atuar como agentes dessa mudança. E também eles precisam estar preparados para mudanças, que acontecem cada vez mais em curto espaços de tempo.

Além do empoderamento dessas práticas, o Management 3.0 nada mais é do que uma mudança de mindset. Na Telos, contamos com uma equipe de especialistas para sensibilização junto à gestão e times da sua empresa, para auxiliar equipes e negócios que desejam passar por processos inovadores nessa era de transformação digital.


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